Infra

Fundo de debêndures incentivadas de infraestrutura com benchmark em juros reais.

Cotas Kinea Infra

KDIF-KID01B0

(Data Ref. 06/04/20)

Cota
Patrimonial

132,62

Cota de Fechamento
de Mercado

125,00

Palavra
do Gestor

Março 2020

Para mais informações, acesse a Carta do Gestor.

Dadas as recentes alterações nas condições de mercado, disponibilizamos em 19/03/2020 um relatório do gestor em caráter excepcional. Na edição atual complementamos os pontos levantados com informações que contribuirão para nossos investidores consolidarem o melhor entendimento do fundo e seu perfil de baixo risco de crédito, reforçando que este permanece sem deterioração relevante do crédito no contexto atual. Ao final, como de praxe, descrevemos os ativos que ingressaram na carteira e reportamos a rentabilidade do fundo. Em primeiro lugar, gostaríamos de reforçar que, desde sua concepção, o Kinea Infra é um fundo de baixo risco de crédito, investindo em debêntures de infraestrutura e títulos públicos, sem nenhuma alavancagem. Atualmente, ele tem 96% do seu patrimônio líquido em debêntures de infraestrutura diversificado em 18 emissões (sendo que nenhuma dessas representa mais que 13,3% do patrimônio) e 4% em títulos públicos. Segundo classificação de agências internacionais de rating, o baixo risco de credito fica evidenciado pelas notas dos papéis: 72% das debêntures têm rating AAA.br, e 24% têm rating entre AA-.br e AA+.br. O pior rating do fundo é AA-.br e representa 9% do fundo.

Tratam-se de debêntures que contam com garantias reais (incluindo penhor ou alienação fiduciária de ações, cessão fiduciária de recebíveis e outros direitos) e adicionalmente 29% do patrimônio líquido conta com garantias adicionais de bancos de primeira linha (fianças bancárias). São ativos sempre lastreados por contratos de longo prazo, que reforçam a segurança e estabilidade do fluxo de caixa das emissoras das nossas debêntures.

Em termos de setor, 93% do patrimônio do fundo se encontra alocado no setor elétrico, aquele que vemos com maior robustez regulatória e melhor risco-retorno. Este compreende segmentos distintos (várias fontes de geração, transmissão e distribuição de energia) e vamos detalhar as particularidades de cada um deles, pois acreditamos que temos, no Kinea Infra, uma alocação conservadora dentro deste setor. Para fins de clareza, é importante mencionar que dentro do setor de energia elétrica, as distribuidoras possivelmente sofrerão com o aumento na inadimplência e queda no consumo de energia (sobrecontratação), mas o Kinea Infra não tem exposição em debêntures emitidas por empresas deste segmento.

Seguindo esta lógica conservadora, 60% do portfólio está investido em debêntures de linhas de transmissão. Em geral estas linhas contam com contratos de concessão de 30 anos com receita previsível e sem relação direta com a atividade econômica brasileira. Tratam-se de contratos que remuneram as emissoras por “disponibilidade operacional”, reduzindo muito a probabilidade de serem impactadas por oscilações da economia. Por estes motivos, transmissão é reconhecida como um segmento de baixíssimo risco de crédito no setor elétrico e também dentro do universo de infraestrutura. Das 9 emissões que detemos no segmento de transmissão, 6 estão totalmente construídas e operacionais e 3 estão em fase de construção. Os ativos em fase de construção contam com fiança bancária de bancos de primeira linha até o término da construção e estabilização da fase operacional.

Nossa segunda maior exposição em termos de setor é geração de energia elétrica, representando 32%. Para o nosso Fundo, esta classe compreende geração solar, eólica e hídrica, sendo que todos as companhias emissoras se encontram em fase operacional. Nestas fontes, o desempenho das empresas está relacionado à capacidade de geração das empresas, ou seja, irradiação solar, afluência dos rios e regime de ventos, bem como disponibilidade das máquinas. Novamente, estamos falando de contratos firmados no ambiente regulado (contratos firmados através de leilões da ANEEL) por prazos longos (20 anos em geral) e que não apresentam correlação direta com a atividade econômica do país por já terem sua energia vendida a preços definidos e corrigidos pela inflação.

Embora muitas empresas de geração de energia possuam contratos de longo prazo, que dão previsibilidade ao seu negócio, algumas geradoras que temos na carteira do Fundo contam com uma condição ainda mais favorável. 65% dos nossos ativos de geração tem contratos de longo prazo oriundos de Leilões de Energia de Reserva (LER). Nestes leilões a contratação é liderada pelo governo, representado pela figura da CCEE, e os contratos não ficam expostos ao risco das distribuidoras, resultando em maior segurança. 26% dos nossos ativos de geração são de Leilões de Energia Nova, ou seja, possuem contratos de longo prazo com várias distribuidoras, mas esses projetos possuem fiança bancária. No caso da UHE Volta Grande, 9% dos ativos de geração, 70% de sua garantia física é remunerada por um contrato de disponibilidade, ou seja, a remuneração para esta parcela da usina não depende da sua geração de energia. Não temos ativos que dependam preponderantemente de contratos no mercado livre (contratos bilaterais entre geradores e empresas com características mais flexíveis). Portanto, dos 32% do fundo que temos em 9 emissões de geradoras, 74% são de contratos de LER ou contratos de disponibilidade e, portanto, não estão sujeitos à inadimplência das distribuidoras. O restante das geradoras, além das garantias reais, conta com fiança de bancos de primeira linha.

Nossa única exposição mais suscetível à variação do PIB é no setor de rodovias, pois a receita é impactada pelo volume de tráfego. No entanto, nosso único ativo neste setor (Ecoponte – Ponte Rio Niterói) é maduro e representa apenas 3,6% do patrimônio do fundo. Vale ressaltar também que as debêntures da Ecoponte contam com garantias reais (alienação fiduciária das ações e cessão fiduciária dos recebíveis e direitos emergentes), fiança de seu controlador, Ecorodovias, até o seu completion financeiro (estabilização do ativo), e folga de 10 anos entre o prazo de vencimento das debêntures e o final da concessão. Ou seja, há uma grande folga entre o vencimento da debênture e o vencimento da concessão, o que representa um conforto adicional. Adicionalmente, gostaríamos ed ressaltar que o controlador, Ecorodovias, é um investidor estratégico e experimentado no setor rodoviário.

Como parte de nossa filosofia de investimento, em todas as debêntures a Kinea detém uma voz decisiva em assembleia de debenturistas, assegurando uma capacidade de decisão importante caso seja necessário aprovar alguma matéria. Na grande maioria, a Kinea detém 100% da emissão, conforme tabela na pagina 6.

Apresentada essa visão geral do portfólio, é importante ressaltar que não visualizamos em quaisquer destes casos, algo que evidencie ou antecipe uma deterioração relevante de crédito no fundo. Ou seja, o fundo continua com perfil de baixo risco, oferecendo um portfólio de baixo risco de crédito no universo de infraestrutura. Com relação à estrutura do produto é importante mencionar que Kinea Infra é um fundo fechado listado na B3, portanto o fundo não está sujeito a resgates. Assim, o fundo não se vê em situações de ter que se desfazer de debêntures em momentos adversos como o atual, protegendo assim o patrimônio de seus cotistas e podendo atravessar o período de crise com mais tranquilidade. Além disso, o Fundo tem uma média de liquidez diária interessante de R$1,6 milhão.

Em que pese o momento ímpar que o mundo está enfrentando, entendemos que os fundamentos do fundo continuam presentes e com baixa correlação com o PIB em comparação com outros setores da economia. Além disso, nossas empresas atuam em setores de necessidades básicas, com ativos reais construídos, contratos de longo prazo a preços definidos e possuem ativos que são difíceis de replicar, como deveria ser um fundo de infraestrutura. Adicionalmente, importante lembrar, que o Fundo é uma alternativa de investimento que distribui semestralmente a seus investidores rendimentos com alíquota zero de IR, sendo o próximo a ser distribuído em 15 de maio.

Novos ativos e retornos

Com relação a novas debêntures, o destaque de março foi a aquisição integral emissão da SPE Transmissora de Energia Linha Verde II S.A., controlada pela Terna SpA, operadora multinacional italiana de sistemas de transmissão. Adquirimos R$ 210 milhões, sendo que R$ 183 milhões foram alocados na estrutura FIC-FIDC Kinea Infra. As debêntures receberam pela Fitch rating AA+ (br).

Finalmente, no mês de março a cota patrimonial teve desempenho de -7,3% e o índice IMA-B teve desempenho de -7,0%. A cota de mercado, por sua vez, teve desempenho de -20,0%.

Início do
Fundo

27 abr. 17

Taxa de
administração

1,05% a.a.

Objetivo do Fundo

Rentabilidade de
0,5% a.a. a 1,0% a.a.
acima dos títulos do governo indexados ao IPCA, com prazo semelhante a duration do Fundo.

Palavra do Gestor
Extraordinária

Para mais informações,
acesse a Carta do Gestor.

É bom para

Quem deseja investir em uma carteira diversificada de debêntures incentivadas de infraestrutura com o monitoramento de uma equipe de gestão especializada.

Rendimentos semestrais

Pagamentos semestrais de rendimentos (maio e novembro).
Alíquota zero no Imposto de Renda no rendimento e no ganho de capital da cota.

Aplicação Inicial

Valor referente a uma cota, de acordo com o preço negociado na bolsa de valores (B3).

Liquidez

Fundo fechado, com cotas a serem negociadas na bolsa de valores (B3).

Rentabilidade

Data Ref: Março 2020.

2020

2020 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Cota Patrimonial 0.83% 0.63% -7.28% -5.91%
Cota Mercado 4.97% 0.18% -20.01% -14.59%
IMA-B 0.26% 0.45% -6.97% -6.31%

2019

2019 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Cota Patrimonial 4.27% 0.45% 0.65% 1.02% 3.92% 4.19% 1.10% -0.09% 3.37% 4.33% -2.54% 1.41% 24.13%
Cota Mercado -2.51% 1.39% 7.42% -0.36% -2.03% 0.77% 5.34% 6.01% -1.70% -0.62% -1.76% -2.3% 9.33%
IMA-B 4.37% 0.55% 0.58% 1.51% 3.66% 3.73% 1.29% -0.40% 2.86% 3.36% -2.45% 2.01% 22.95%

2018

2018 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Cota Patrimonial 5.13% 0.04% 1.08% 0.22% -0.79% -0.07% 1.96% 0.08% -0.80% 7.89% 0.34% 1.66% 17.68%
Cota Mercado 5.13% 0.04% 1.08% 0.22% -2.53% -0.91% 1.83% 3.38% -2.40% 8.48% 1.27% 8.83% 26.42%
IMA-B 3.40% 0.55% 0.94% -0.14% -3.16% -0.32% 2.32% -45.00% -0.15% 7.14% 0.90% 1.65% 13.06%

2017

2017 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ ANO
Cota Patrimonial 0.13% -0.47% 0.17% 3.77% 1.35% 2.01% -0.44% -0.21% 0.75% 7.19%
Cota Mercado 0.13% -0.45% 0.17% 3.77% 1.35% 2.01% -0.44% -0.21% 0.75% 7.19%
IMA-B 0.26% -1.19% 0.16% 4.00% 1.34% 1.81% -0.38% -0.76% 0.83% 6.14%

Imposto de Renda 2019, Ano-Calendário 2018

1 – Os rendimentos do fundo KINEA INFRA FICFIDC devem ser lançados na Seção 4 – Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Você receberá da Intrag o Informe de Rendimentos – “Retificadora” a ser enviada no dia 15 de março de 2019.

2 – Exclusivamente para aqueles investidores que adquiriram cotas na 2ª Oferta ICVM 400 do fundo KINEA INFRA FICFIDC encerrada em maio de 2018, que condicionaram sua aquisição a distribuição parcial ou integral da Oferta, os rendimentos recebidos referentes à valorização destas cotas durante o período da Oferta, quando da devolução dos recursos, deverão ser lançados na Seção 5 – Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva.

Como Funciona

Equipe

Disciplina financeira com conhecimento setorial.

Aymar Almeida

Sócio e Gestor responsável pelo fundo de infraestrutura

Bruno Signorelli

Análise, Estruturação e Monitoramento de Crédito

Fábio Massao

Responsável pelos fundos de infraestrutura

Ivan Simão

Relações com Investidores

Debêntures

Copacabana Geração de Energia em Participações S.A.

Localização: BA
Sponsor: Rio Energy/Denham Capital
Capacidade: 223 MW
Leilão: LER'15

Enel Green Power Damascena Eólica

Localização: BA
Sponsor: Enel
Capacidade: 30 MW
Leilão: LER’13

Enel Green Power Maniçoba Eólica

Localização: BA
Sponsor: Enel
Capacidade: 30 MW
Leilão: LER’13

Guaraciaba Transmissora de Energia (TP SUL) S.A.

Localização: MG/GO/MT
Sponsor: State Grid e Copel
Capacidade: Linha de transmissão de 500kV e 600 km
Leilão: 02/12

Transmissora José Maria de Macedo de Eletricidade

Localização: BA/PI
Sponsor: Brookfield e CYMI
Capacidade: Linha de transmissão de 500kV e 817 km
Leilão: 07/2014

Ventos de Santo Estevão (Ventos de Araripe III)

Localização: PI/PE
Sponsor: Votorantim e CPP Investment Board
Capacidade: 359 MW
Leilão: LEN’13 e ‘14/ LER’14

Ventos de São Clemente

Localização: PE
Sponsor: Actis
Capacidade: 216 MW
Leilão: LEN’14
Palavra do Gestor
Março 2020

Dadas as recentes alterações nas condições de mercado, disponibilizamos em 19/03/2020 um relatório do gestor em caráter excepcional. Na edição atual complementamos os pontos levantados com informações que contribuirão para nossos investidores consolidarem o melhor entendimento do fundo e seu perfil de baixo risco de crédito, reforçando que este permanece sem deterioração relevante do crédito no contexto atual. Ao final, como de praxe, descrevemos os ativos que ingressaram na carteira e reportamos a rentabilidade do fundo. Em primeiro lugar, gostaríamos de reforçar que, desde sua concepção, o Kinea Infra é um fundo de baixo risco de crédito, investindo em debêntures de infraestrutura e títulos públicos, sem nenhuma alavancagem. Atualmente, ele tem 96% do seu patrimônio líquido em debêntures de infraestrutura diversificado em 18 emissões (sendo que nenhuma dessas representa mais que 13,3% do patrimônio) e 4% em títulos públicos. Segundo classificação de agências internacionais de rating, o baixo risco de credito fica evidenciado pelas notas dos papéis: 72% das debêntures têm rating AAA.br, e 24% têm rating entre AA-.br e AA+.br. O pior rating do fundo é AA-.br e representa 9% do fundo.

Tratam-se de debêntures que contam com garantias reais (incluindo penhor ou alienação fiduciária de ações, cessão fiduciária de recebíveis e outros direitos) e adicionalmente 29% do patrimônio líquido conta com garantias adicionais de bancos de primeira linha (fianças bancárias). São ativos sempre lastreados por contratos de longo prazo, que reforçam a segurança e estabilidade do fluxo de caixa das emissoras das nossas debêntures.

Em termos de setor, 93% do patrimônio do fundo se encontra alocado no setor elétrico, aquele que vemos com maior robustez regulatória e melhor risco-retorno. Este compreende segmentos distintos (várias fontes de geração, transmissão e distribuição de energia) e vamos detalhar as particularidades de cada um deles, pois acreditamos que temos, no Kinea Infra, uma alocação conservadora dentro deste setor. Para fins de clareza, é importante mencionar que dentro do setor de energia elétrica, as distribuidoras possivelmente sofrerão com o aumento na inadimplência e queda no consumo de energia (sobrecontratação), mas o Kinea Infra não tem exposição em debêntures emitidas por empresas deste segmento.

Seguindo esta lógica conservadora, 60% do portfólio está investido em debêntures de linhas de transmissão. Em geral estas linhas contam com contratos de concessão de 30 anos com receita previsível e sem relação direta com a atividade econômica brasileira. Tratam-se de contratos que remuneram as emissoras por “disponibilidade operacional”, reduzindo muito a probabilidade de serem impactadas por oscilações da economia. Por estes motivos, transmissão é reconhecida como um segmento de baixíssimo risco de crédito no setor elétrico e também dentro do universo de infraestrutura. Das 9 emissões que detemos no segmento de transmissão, 6 estão totalmente construídas e operacionais e 3 estão em fase de construção. Os ativos em fase de construção contam com fiança bancária de bancos de primeira linha até o término da construção e estabilização da fase operacional.

Nossa segunda maior exposição em termos de setor é geração de energia elétrica, representando 32%. Para o nosso Fundo, esta classe compreende geração solar, eólica e hídrica, sendo que todos as companhias emissoras se encontram em fase operacional. Nestas fontes, o desempenho das empresas está relacionado à capacidade de geração das empresas, ou seja, irradiação solar, afluência dos rios e regime de ventos, bem como disponibilidade das máquinas. Novamente, estamos falando de contratos firmados no ambiente regulado (contratos firmados através de leilões da ANEEL) por prazos longos (20 anos em geral) e que não apresentam correlação direta com a atividade econômica do país por já terem sua energia vendida a preços definidos e corrigidos pela inflação.

Embora muitas empresas de geração de energia possuam contratos de longo prazo, que dão previsibilidade ao seu negócio, algumas geradoras que temos na carteira do Fundo contam com uma condição ainda mais favorável. 65% dos nossos ativos de geração tem contratos de longo prazo oriundos de Leilões de Energia de Reserva (LER). Nestes leilões a contratação é liderada pelo governo, representado pela figura da CCEE, e os contratos não ficam expostos ao risco das distribuidoras, resultando em maior segurança. 26% dos nossos ativos de geração são de Leilões de Energia Nova, ou seja, possuem contratos de longo prazo com várias distribuidoras, mas esses projetos possuem fiança bancária. No caso da UHE Volta Grande, 9% dos ativos de geração, 70% de sua garantia física é remunerada por um contrato de disponibilidade, ou seja, a remuneração para esta parcela da usina não depende da sua geração de energia. Não temos ativos que dependam preponderantemente de contratos no mercado livre (contratos bilaterais entre geradores e empresas com características mais flexíveis). Portanto, dos 32% do fundo que temos em 9 emissões de geradoras, 74% são de contratos de LER ou contratos de disponibilidade e, portanto, não estão sujeitos à inadimplência das distribuidoras. O restante das geradoras, além das garantias reais, conta com fiança de bancos de primeira linha.

Nossa única exposição mais suscetível à variação do PIB é no setor de rodovias, pois a receita é impactada pelo volume de tráfego. No entanto, nosso único ativo neste setor (Ecoponte – Ponte Rio Niterói) é maduro e representa apenas 3,6% do patrimônio do fundo. Vale ressaltar também que as debêntures da Ecoponte contam com garantias reais (alienação fiduciária das ações e cessão fiduciária dos recebíveis e direitos emergentes), fiança de seu controlador, Ecorodovias, até o seu completion financeiro (estabilização do ativo), e folga de 10 anos entre o prazo de vencimento das debêntures e o final da concessão. Ou seja, há uma grande folga entre o vencimento da debênture e o vencimento da concessão, o que representa um conforto adicional. Adicionalmente, gostaríamos ed ressaltar que o controlador, Ecorodovias, é um investidor estratégico e experimentado no setor rodoviário.

Como parte de nossa filosofia de investimento, em todas as debêntures a Kinea detém uma voz decisiva em assembleia de debenturistas, assegurando uma capacidade de decisão importante caso seja necessário aprovar alguma matéria. Na grande maioria, a Kinea detém 100% da emissão, conforme tabela na pagina 6.

Apresentada essa visão geral do portfólio, é importante ressaltar que não visualizamos em quaisquer destes casos, algo que evidencie ou antecipe uma deterioração relevante de crédito no fundo. Ou seja, o fundo continua com perfil de baixo risco, oferecendo um portfólio de baixo risco de crédito no universo de infraestrutura. Com relação à estrutura do produto é importante mencionar que Kinea Infra é um fundo fechado listado na B3, portanto o fundo não está sujeito a resgates. Assim, o fundo não se vê em situações de ter que se desfazer de debêntures em momentos adversos como o atual, protegendo assim o patrimônio de seus cotistas e podendo atravessar o período de crise com mais tranquilidade. Além disso, o Fundo tem uma média de liquidez diária interessante de R$1,6 milhão.

Em que pese o momento ímpar que o mundo está enfrentando, entendemos que os fundamentos do fundo continuam presentes e com baixa correlação com o PIB em comparação com outros setores da economia. Além disso, nossas empresas atuam em setores de necessidades básicas, com ativos reais construídos, contratos de longo prazo a preços definidos e possuem ativos que são difíceis de replicar, como deveria ser um fundo de infraestrutura. Adicionalmente, importante lembrar, que o Fundo é uma alternativa de investimento que distribui semestralmente a seus investidores rendimentos com alíquota zero de IR, sendo o próximo a ser distribuído em 15 de maio.

Novos ativos e retornos

Com relação a novas debêntures, o destaque de março foi a aquisição integral emissão da SPE Transmissora de Energia Linha Verde II S.A., controlada pela Terna SpA, operadora multinacional italiana de sistemas de transmissão. Adquirimos R$ 210 milhões, sendo que R$ 183 milhões foram alocados na estrutura FIC-FIDC Kinea Infra. As debêntures receberam pela Fitch rating AA+ (br).

Finalmente, no mês de março a cota patrimonial teve desempenho de -7,3% e o índice IMA-B teve desempenho de -7,0%. A cota de mercado, por sua vez, teve desempenho de -20,0%.

Rentabilidade

2019 COTA PATRIMONIAL COTA MERCADO IMA-B
JAN. 4.27% -2.51% 4.37%
FEV. 0.45% 1.39% 0.55%
MAR. 0.65% 7.42% 0.58%
ABR. 1.02% -0.36% 1.51%
MAI. 3.92% -2.03% 3.66%
JUN. 4.19% 0.77% 3.73%
JUL. 1.10% 5.34% 1.29%
AGO. -0.09% 6.01% -0.40%
SET. 3.37% -1.70% 2.86%
OUT. 4.33% -0.62% 3.36%
NOV. -2.54% -1.76% -2.45%
DEZ. 1.41% -2.3% 2.01%
2018 COTA PATRIMONIAL COTA MERCADO IMA-B
JAN. 5.13% 5.13% 3.40%
FEV. 0.04% 0.04% 0.55%
MAR. 1.08% 1.08% 0.94%
ABR. 0.22% 0.22% -0.14%
MAI. -0.79% -2.53% -3.16%
JUN. -0.07% -0.91% -0.32%
JUL. 1.96% 1.83% 2.32%
AGO. 0.08% 3.38% -45.00%
SET. -0.80% -2.40% -0.15%
OUT. 7.89% 8.48% 7.14%
NOV. 0.34% 1.27% 0.90%
DEZ. 1.66% 8.83% 1.65%
2017 COTA PATRIMONIAL COTA MERCADO IMA-B
JAN.
FEV.
MAR.
ABR. 0.13% 0.13% 0.26%
MAI. -0.47% -0.45% -1.19%
JUN. 0.17% 0.17% 0.16%
JUL. 3.77% 3.77% 4.00%
AGO. 1.35% 1.35% 1.34%
SET. 2.01% 2.01% 1.81%
OUT. -0.44% -0.44% -0.38%
NOV. -0.21% -0.21% -0.76%
DEZ. 0.75% 0.75% 0.83%

Objetivo do Fundo

Rentabilidade de
0,5% a.a. a 1,0% a.a.
acima dos títulos do governo indexados ao IPCA, com prazo semelhante a duration do Fundo.

É bom para

Quem deseja investir em uma carteira diversificada de debêntures incentivadas de infraestrutura com o monitoramento de uma equipe de gestão especializada.

Início do Fundo

27 abr. 17

Taxa de administração

1,05% a.a.

Rendimentos semestrais

Pagamentos semestrais de rendimentos (maio e novembro).
Alíquota zero no Imposto de Renda no rendimento e no ganho de capital da cota.

Aplicação Inicial

Valor referente a uma cota, de acordo com o preço que está sendo negociado na bolsa de valores (B3).

Liquidez

Fundo fechado, com cotas a serem negociadas na bolsa de valores (B3).

Como funciona

Baseada em uma abordagem ativa e processos diligentes, estruturados para possibilitar menor vacância e estabilidade no pagamento da renda mensal de aluguel:

1. Originação

Ativos com sponsors de 1ª linha
Buscamos representatividade relevante na Assembleia Geral de Debenturistas, para aumentar a segurança no ativo Taxas com favorável relação risco/retorno

2. Estruturação e Análise

Privilegiamos segurança nos seguintes fatores:
• Documentação
• Diligência financeira e jurídica
• Diligência técnica

3. Ativismo e Monitoramento

Ativismo na gestão e na readequação da carteira frente as condições de mercado

Equipe

Disciplina financeira com conhecimento setorial.

  • Aymar Almeida

    Sócio e Gestor responsável pelo fundo de infraestrutura

  • Bruno Signorelli

    Análise, Estruturação e Monitoramento de Crédito

  • Fábio Massao

    Responsável pelos fundos de infraestrutura

  • Ivan Simão

    Relações com Investidores

Debêntures

Copacabana Geração de Energia em Participações S.A.

Localização: BA
Sponsor: Rio Energy/Denham Capital
Capacidade: 223 MW
Leilão: LER'15

Enel Green Power Damascena Eólica

Localização: BA
Sponsor: Enel
Capacidade: 30 MW
Leilão: LER’13

Enel Green Power Maniçoba Eólica

Localização: BA
Sponsor: Enel
Capacidade: 30 MW
Leilão: LER’13

Guaraciaba Transmissora de Energia (TP SUL) S.A.

Localização: MG/GO/MT
Sponsor: State Grid e Copel
Capacidade: Linha de transmissão de 500kV e 600 km
Leilão: 02/12

Transmissora José Maria de Macedo de Eletricidade

Localização: BA/PI
Sponsor: Brookfield e CYMI
Capacidade: Linha de transmissão de 500kV e 817 km
Leilão: 07/2014

Ventos de Santo Estevão (Ventos de Araripe III)

Localização: PI/PE
Sponsor: Votorantim e CPP Investment Board
Capacidade: 359 MW
Leilão: LEN’13 e ‘14/ LER’14

Ventos de São Clemente

Localização: PE
Sponsor: Actis
Capacidade: 216 MW
Leilão: LEN’14