Instagram | Kinea Investimentos Siga nossa página no Instagram e receba novidades. Siga nosso perfil Siga nosso perfil

Close
Cartas do Gestor

2021: Um conto de duas cidades

03 JAN 2022

Imagem 2021: Um conto de duas cidades

Receba insights da Kinea exclusivos diretamente no seu e-mail.
Assine nossa
newsletter.

Ao assinar a newsletter, você aceita receber comunicados da Kinea e concorda com nossa Política de Privacidade.

Dots Post

Retrospectiva de nossos erros e acertos em 2021 e o que esperar de 2022.

Nas primeiras linhas de seu clássico livro “Um conto de duas cidades” Charles Dickens descreve a conturbada atmosfera da vida no século XVIII, entre Londres e Paris, em uma Europa à beira da Revolução Francesa de 1789.

O tema do contraste entre duas cidades nos serve também para descrever o que foi 2021 para investidores no Brasil: o melhor dos tempos ao norte do equador, o pior dos tempos ao sul. No momento que escrevíamos essa carta (27/dez/2021), o S&P 500 estava subindo 29% no ano enquanto as ações brasileiras em dólar (EWZ) caíam -25% no ano.

Frase de Charles Dickens

gráfico 01

O investidor brasileiro teve que amargar retornos negativos em sua moeda, na renda fixa e na bolsa durante o ano, enquanto ao norte do equador ativos apresentaram forte valorização.

Nesse conto de duas cidades moderno, como nossos fundos multimercados se comportaram em 2021? Aproveitamos a carta de dezembro para refletirmos sobre nossos acertos e erros durante esse ano.

Talvez a maior virtude dos nossos fundos tenha sido a capacidade de transferir a alocação de risco ao longo do ano para oportunidades fora do Brasil, onde a relação risco-retorno se mostrava mais recompensadora. De modo geral foi um ano desafiador para a indústria, mas onde conseguimos preservar capital para nossos cotistas.

O CENÁRIO POSITIVO DOS ATIVOS AMERICANOS

Entre nossos acertos se encontra a correta leitura sobre a performance da economia dos Estados Unidos durante esse ano. Tanto em relação ao seu crescimento acima do potencial quanto em relação às pressões inflacionárias subjacentes que foram causadas por esse crescimento, o que nos gerou boa performance na bolsa, nos juros e na moeda norte-americana.

Também acertamos o comportamento das principais commodities, principalmente no setor de energia, onde nossa tese de desbalanço entre oferta e demanda do petróleo se mostrou verdadeira, com a commodity subindo cerca de 50% no ano.

Gráfico 02

Uma terceira vertente de acertos veio de nossa percepção que a economia chinesa desaceleraria durante o ano, principalmente em virtude da mudança de política com relação aos setores imobiliários e de tecnologia. Como consequência, evitamos exposição a ativos chineses e emergentes de modo geral, que performaram mal durante o ano.

Gráfico 03

A combinação desses três acertos foi uma boa performance nas principais categorias de ativos globais, por nossas posições compradas na moeda norte-americana, tomada em juros nos Estados Unidos e compradas no petróleo. Em ações globais nossa performance veio principalmente de uma alocação dinâmica e seleção de setores, uma vez que nossa exposição a beta foi pouco representativa durante o ano.

OS CONTURBADOS MARES NO BRASIL

Ao sul do equador os mares foram mais revoltos e como consequência tivemos uma performance subpar no Brasil.

Nossa performance na bolsa foi positiva, a despeito da queda substancial do índice Bovespa. Nosso processo long-short de cerca de 50 pares de ações gerou resultados positivos e mais que compensou nossa posição liquidamente comprada em bolsa Brasil durante o ano.

Na moeda fomos pouco ativos e nosso resultado, embora positivo, foi pouco material para a performance do fundo.

Entretanto, nosso resultado na conta de juros foi negativo, principalmente em virtude de choques inflacionários maiores que o esperado, o que, aliado a mudanças não antecipadas no regime fiscal, se traduziram em níveis mais elevados das taxas de juros no país que o projetado.

Talvez a maior surpresa do ano no Brasil tenha sido a velocidade das revisões das expectativas da taxa SELIC para o ano de 2022. Iniciamos o ano com uma SELIC próxima de 2% e expectativas para 2022 ao redor de 5%. No momento atual, essas expectativas se moveram para um patamar de cerca de 12%, um número inimaginável no início do ano.

Falhamos em antever a intensidade da questão inflacionária e a velocidade com que a questão fiscal se tornou preponderante na formação das taxas de juros. Mantivemos como consequência uma posição aplicada em taxas curtas: uma visão que se provou errada.

Gráfico 04

RUMO A 2022

Nosso cenário atual para 2022 continua a considerar uma economia americana sobreaquecida com pressões inflacionárias subjacentes, na qual o banco central deve agir com sucessivos aumentos da taxa de juros ao longo dos próximos anos para ancorar as expectativas de modo adequado.

Nosso principal diferencial em relação ao consenso talvez seja nossa percepção que esse ciclo econômico possa ser mais curto que aqueles que o antecederam vis-à-vis o quão baixa a taxa de desemprego se encontra no momento.

Gráfico 05

Como consequência, permanecemos tomados nos juros norte-americanos, com uma posição mais representativa em juros reais, uma vez que imaginamos que as ações do FED devem trazer um arrefecimento da inflação implícita, causando a elevação dos juros reais.

Um cenário de crescimento econômico com subida de juros deve fazer também com que a moeda norte-americana performe melhor que seus pares, e permanecemos comprados no dólar principalmente contra uma cesta de moedas cujos seus respectivos bancos centrais se mostram lenientes em relação a necessidade de elevação de juros em suas economias: o euro, o dólar australiano e o rand sul-africano.

Em commodities continuamos a acreditar que a atual crise energética global é um processo endêmico que permanecerá conosco ao longo dos próximos anos, passando por fases mais agudas em alguns períodos. Consideramos que o petróleo ainda é o melhor veículo para expressarmos essa visão, em virtude da falta de investimentos e controle da OPEP sobre o balanço de oferta e demanda dessa commodity.

Para o Brasil, baixas expectativa e um ano eleitoral devem trazer oportunidades de investimento em juros, bolsa e moeda. Mantemos uma visão de posicionamento tático e oportunista. Nosso viés é de compra de ativos brasileiros nas valuations atuais e, no momento, possuímos posições compradas em bolsa, mas reconhecemos que esse posicionamento pode variar durante o ano conforme novas oportunidades se abram.

***

Estamos sempre à disposição de nossos clientes e parceiros.

Com desejos de um próspero 2022 a todos.

Kinea Investimentos

Saiba onde investir nos fundos Kinea

Entre em contato e saiba como adquirir um de nossos fundos.

Receba insights exclusivos

Cadastre-se em nossa newsletter

E fique por dentro do mercado de fundos

Ao se cadastrar você concordar com nossa Política de Privacidade.

Este material foi elaborado pela Kinea (Kinea Investimentos Ltda e Kinea Private Equity Investimentos S.A.), empresa do Grupo Itaú Unibanco. A Kinea não comercializa e nem distribui cotas de fundos de investimentos. Leia o regulamento e demais documentos legais do fundo antes de investir. Os fundos são supervisionados e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM. Os fundos de condomínio aberto e não destinados a investidores qualificados possuem lâminas de informações essenciais. A descrição do tipo ANBIMA consta no formulário de informações complementares. Estes documentos podem ser consultados no site da CVM http://www.cvm.gov.br/ ou no site dos respectivos Administradores dos fundos. Não há garantia de tratamento tributário de longo prazo para os fundos que informam buscar este tratamento no regulamento. Os fundos da Kinea não são registrados nos Estados Unidos da América sob o Investment Company Act de 1940 ou sob o Securities Act de 1933. Não podem ser oferecidos ou vendidos nos Estados Unidos da América ou em qualquer um de seus territórios, possessões ou áreas sujeitas a sua jurisdição, ou a pessoas que sejam consideradas como U.S. Persons para fins da regulamentação de mercado de capitais norte-americana. Os Fundos de Investimento da Kinea podem apresentar um alto grau de volatilidade e risco. Alguns fundos informam no regulamento que utilizam estratégias com derivativos como parte de sua política de investimento, que da forma que são adotadas, podem resultar em perdas de patrimônio financeiro para seus cotistas superiores ao capital aplicado, obrigando o cotista a aportar recursos adicionais para cobertura do fundo. É recomendada uma avaliação de performance de fundos de investimento em análise de no mínimo 12 meses. A rentabilidade passada não garante a rentabilidade futura e fundos de investimento não são garantidos pela Instituição Administradora, ou por qualquer mecanismo de seguro, ou ainda pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC. Os Fundos de Investimento em Participações seguem a ICVM 578, portanto são condomínios fechados em que as cotas somente são resgatadas ao término do prazo de duração do fundo. Esta modalidade concentra a carteira em poucos ativos de baixa liquidez, o que pode resultar em perdas de patrimônio financeiro para seus cotistas que podem superar o capital aplicado, acarretando na obrigatoriedade do cotista aportar recursos adicionais para cobertura do fundo no caso de resultado negativo. Os Fundos de Investimento Imobiliário seguem a ICVM472, portanto são condomínios fechados em que as cotas não são resgatáveis onde os cotistas podem ter dificuldade em alienar suas cotas no mercado secundário. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios seguem a ICVM356, portanto são condomínios abertos ou fechados, sendo que: (i) quando condomínios abertos, o resgate das cotas está condicionado à disponibilidade de caixa do fundo; e (ii) quando condomínios fechados, em que as cotas não são resgatáveis, os cotistas podem ter dificuldade em alienar suas cotas no mercado secundário. As opiniões, estimativas e projeções refletem o atual julgamento do responsável pelo seu conteúdo na data de sua divulgação e estão, portanto, sujeitas a alterações sem aviso prévio. As projeções utilizam dados históricos e suposições, de forma que devem ser realizadas as seguintes advertências: (1) Não estão livres de erros; (2) Não é possível garantir que os cenários obtidos venham efetivamente a ocorrer; (3) Não configuram, em nenhuma hipótese, promessa ou garantia de retorno esperado nem de exposição máxima de perda; e (4) Não devem ser utilizadas para embasar nenhum procedimento administrativo perante órgãos fiscalizadores ou reguladores. Este conteúdo é informativo e não constitui nem deve ser interpretado como oferta ou solicitação de compra ou venda de valores mobiliários, instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócios específica, qualquer que seja a jurisdição. Algumas das informações aqui contidas foram obtidas com base em dados de mercado e de fontes públicas consideradas confiáveis. O Grupo Itaú Unibanco e a Kinea não declaram ou garantem, de forma expressa ou implícita, a integridade, confiabilidade ou exatidão de tais informações e se eximem de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização desse material e de seu conteúdo. Esse material não pode ser reproduzido ou redistribuído para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento por escrito da Kinea. Quaisquer outras informações ou esclarecimentos sobre o Fundo poderão ser obtidos com o Administrador e o Gestor, através do e-mail: relacionamento@kinea.com.br