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Cartas do Gestor

Capitão América – Guerra Civil

30 JAN 2026

Imagem Capitão América – Guerra Civil

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“Capitão América: Guerra Civil” é, essencialmente, um debate sobre poder, responsabilidade e limites da ação. Menos um filme de super-heróis; mais uma discussão institucional. O conflito nasce quando o Estado tenta regular a atuação dos Vingadores, colocando o Capitão América, defensor da autonomia individual, em oposição ao Homem de Ferro, que passa a ver a regulação como condição necessária para a legitimidade do poder.

O mérito do filme está em evitar caricaturas. Não há vilões claros. A ruptura surge quando o Capitão América conclui que o sistema se tornou lento, politizado e incapaz de responder à urgência dos riscos. Ele decide agir por conta própria. Centraliza decisões, ganhando velocidade, mas sacrifica institucionalidade e, com isso, aumenta a instabilidade.

Essa tensão é uma boa analogia para o atual ciclo político nos Estados Unidos. Donald Trump opera sob a premissa de que o sistema trava a ação e dilui resultados. A resposta tem sido decisões rápidas, concentradas e assertivas, tanto na economia quanto na geopolítica. O risco, como no filme, não está no gesto inicial, mas no “dia seguinte”. Intervir é fácil, governar as consequências, não.

Os exemplos são claros. Retirar Nicolás Maduro do poder é uma coisa; administrar a transição venezuelana é outra. Propor a aquisição da Groenlândia é um sinal de força; conduzir um processo diplomático, jurídico e político viável é um desafio completamente distinto.

No plano doméstico, a lógica se repete. Acelerar gastos, como no orçamento de defesa, ou intervir em preços sensíveis, como taxas de cartão de crédito, gera efeito imediato. Mas aumenta a incerteza fiscal, pressiona expectativas e testa os limites institucionais.

Como em Guerra Civil, o dilema não é entre agir ou não agir. É entre acelerar o presente e preservar o arcabouço que sustenta a estabilidade futura, elemento central para a previsibilidade macro e para a precificação dos ativos globais.

ESTADOS UNIDOS: PODER, INSTITUIÇÕES E O CUSTO DA INTERVENÇÃO

Todo sistema econômico é, em última instância, um sistema de confiança. Não por acaso, um dos Prêmios Nobel de Economia mais recentes foi concedido a estudos que demonstram empiricamente como instituições sólidas*, previsíveis e legítimas são determinantes centrais do crescimento de longo prazo. É sob esse prisma institucional, e não ideológico, que analisamos os Estados Unidos no contexto atual.

As ações de Donald Trump, no campo geopolítico e interno, já impactam de forma mensurável os preços de diversos ativos. Não é uma crise do arcabouço institucional americano, como em episódios mais agudos do passado recente, mas intervenções pontuais, e cada vez mais frequentes, que lembram o chamado capitalismo de Estado, no qual o poder político influencia diretamente preços, fluxos e decisões privadas.

No plano internacional, a administração tem elevado o grau de intervenção em regiões sensíveis. Venezuela e Irã, que juntos concentram parcela relevante das reservas globais de petróleo e cuja produção é majoritariamente absorvida pela China, tornaram-se vetores centrais de tensão. O resultado tem sido um prêmio de risco mais elevado no mercado de energia, especialmente no início do ano, refletindo incerteza geopolítica e risco de disrupção de oferta.

Em paralelo, a Casa Branca sinalizou uma forte ampliação do orçamento de defesa, reforçando a percepção de que o tabuleiro geopolítico voltou a operar em lógica de poder duro — coerente com um mundo mais fragmentado e menos cooperativo. Ainda que a expansão dessa magnitude precise de aprovação orçamentária do Congresso, por ordem executiva o governo quer regular buybacks e dividendos das ações do setor, na intenção de maximizar o potencial de investimento no curto prazo.

 

A retórica sobre a Groenlândia, tratada como ativo estratégico no contexto do Ártico e de futuras rotas de navegação, reforça esse mesmo diagnóstico: segurança nacional, energia e logística passam a ser vistos como extensões diretas da política de Estado.

No plano interno, as iniciativas se intensificam à medida que o ciclo eleitoral do Congresso se aproxima. A administração tem sinalizado, e em alguns casos implementado, esforços para intervir em preços e condições de crédito, como juros de cartão, custos de medicamentos, habitação e financiamento imobiliário.

A sucessão quase diária de anúncios nessa direção reforça a leitura de um governo disposto a usar o aparato institucional para influenciar resultados econômicos de curto prazo. As tensões recorrentes com o Federal Reserve e com seu presidente, Jerome Powell, ilustram bem esse conflito clássico entre autonomia técnica e pressão política.

Não se trata de ruptura institucional, mas de erosão marginal de previsibilidade, exatamente o tipo de dinâmica que, nos mercados, tende a aparecer primeiro nos preços e nos prêmios de risco.

Apesar desse pano de fundo mais ruidoso, os fundamentos da economia americana permanecem sólidos. A atividade segue em terreno construtivo, com expectativa de aceleração moderada do crescimento, apoiada por impulsos fiscais e condições financeiras ainda acomodatícias. Essa virada deveria reforçar a estabilização do desemprego em 2026, mantendo o Fed pausado pelo menos até que a inflação dê claros sinais de convergência.

Os investimentos em Inteligência Artificial, outro pilar do excepcionalismo americano, também continuam avançando. O fluxo de capital para empresas e plataformas de I.A. segue robusto, reforçando a expectativa de ganhos de produtividade e sustentando uma dinâmica favorável de lucros corporativos.

Nesse contexto, mantemos uma posição comprada em bolsa americana e tomada nos juros longos. O ambiente combina crescimento nominal resiliente, maior gasto público e pressão estrutural sobre a parte longa da curva.

A assimetria de uma clara intenção de gerar sobreaquecimento na economia visando as eleições de meio de mandato joga a favor de maior premiação da curva. Sabemos, por experiência própria do histórico de países emergentes, que ainda que bem-sucedidas no curto prazo, essa soma de intervenções costuma cobrar seu preço futuramente.

Do lado dos lucros, vemos espaço para retomada de protagonismo de setores como financeiro, industrial e consumo, que ficaram à margem de um mercado excessivamente concentrado em tecnologia em 2024–2025, mas que tendem a se beneficiar de crescimento doméstico, crédito e investimento.

Na parte curta da curva, segue uma assimetria de um Federal Reserve com viés mais acomodatício na segunda metade do ano, à medida que o ciclo político avance e a composição da liderança do banco central evolua. Ainda que a autonomia formal seja preservada, a história mostra que o custo de resistir indefinidamente à pressão política tende a aumentar em anos eleitorais.

GROENLÂNDIA E JAPÃO: GEOPOLÍTICA E FISCAL TESTANDO OS LIMITES DE AÇÃO

Como mencionado acima, a intenção de compra da Groenlândia tem dominado a geopolítica global, em uma troca de farpas entre líderes americano, canadense e europeus não vista há quase um século. A ameaça de tarifar os europeus pela recusa de “vender” a Groenlândia para os EUA tem gerado discussões sobre retaliação europeia em diversas frentes, dessa vez potencialmente mais unificada que durante o “Liberation Day” de 2025.

Por hora, tarifas foram descartadas. Acreditamos que o caminho de apaziguamento terá maior comprometimento dos europeus em relação à OTAN, ainda que aceitando que os EUA liderem cada vez mais as ações militares em locais sensíveis à presença chinesa e russa. De todo modo, a aparente irracionalidade do lado americano reforça dois riscos relevantes para o mercado: (1) o risco de voltarmos a flertar com o “Sell America”, especialmente em um momento de valuations esticadas nas bolsas e perspectiva fiscal pior nos EUA; (2) um novo ímpeto de conciliação europeia, com expansão de emissões conjuntas para gastos em defesa.

Por falar em fiscal, a nova primeira-ministra japonesa tem testado os limites da disposição do mercado de financiar sua dívida de mais de 200% do PIB. Contando com popularidade recorde ante os governos anteriores, decidiu dissolver o parlamento na expectativa de ampliar sua maioria em novas eleições e, assim, expandir ainda mais as possibilidades orçamentárias.

No entanto, diferentemente dos EUA, que tem contado com o fim do QT do Fed – além das diversas ações não-convencionais do Tesouro – para aliviar as pressões sobre a curva, no Japão a situação é bastante sensível. Por um lado, o BOJ se recusa a ser mais assertivo nas altas de juros, mantendo uma leitura muito lenta da evolução da inflação. Por outro, e mais importante, passou a reduzir seu balanço após anos de expansão quantitativa, deixando mais dívida para o mercado absorver em um momento de questionamento fiscal.

Estamos observando de perto ambos os desenvolvimentos. Ambos os riscos reforçam nossas posições tomadas na curva americana, seja pelo risco de “Sell America”, seja pelo transbordamento da questão japonesa para outros mercados.

BRASIL: ESTABILIDADE DE SUPERFÍCIE, CONFLITO NO SUBSOLO

No Brasil, os mercados seguem operando ao sabor de três vetores: o fluxo para emergentes, expectativa de cortes de juros pelo Banco Central e a tensão eleitoral crescente, em um ambiente com poucas novidades relevantes no campo econômico. A inflação segue em trajetória de convergência, enquanto a atividade em gradual desaceleração.

Nos próximos meses, devemos ver a inflação rodando próximo da meta de 3%, com núcleos em torno desse patamar.  Com uma inflação já tão próxima da meta, a economia não demanda mais uma taxa de juros tão restritiva. Nossas estimativas de Regra de Taylor apontam para um ciclo de 250 bps, que acreditamos que terá início em março.

O tamanho e velocidade desse ajuste, contudo, será ditado pelo crescimento.

Parte relevante da desinflação no IPCA e núcleos advém de industriais. Reflexo não apenas da apreciação do BRL observada ao longo do ano passado, como também uma deflação importada de produtos chineses. A inflação de serviços, principalmente os intensivos em mão-de-obra, ainda incomoda.

Mesmo com a desaceleração que temos visto na atividade, há sinais de que a economia roda além de sua capacidade de crescimento de oferta e isso se reflete na inflação de serviços, em uma taxa de desemprego que segue fazendo mínimas históricas, e em nosso déficit em conta corrente em 3,5% do PIB, aumentando nossa vulnerabilidade à maré internacional.

Para um ciclo de cortes mais agressivo do que o precificado hoje na curva, o Banco Central irá demandar sinais mais claros de que desaceleração da atividade, ou um câmbio mais apreciado de forma a compensar o hiato ainda aberto.

Em um contexto de forte performance de mercados emergentes, os ativos de risco brasileiros acabaram acompanhando o movimento global. Bolsa e moeda se mantiveram alinhadas ao desempenho mais amplo da América Latina, beneficiadas por fluxo, carrego e pela ausência, até aqui, de choques macroeconômicos relevantes.

 

Esse regime de aparente estabilidade, no entanto, mascara parcialmente a crescente tensão política doméstica. À medida que o ciclo eleitoral avança, o debate deixa de ser apenas econômico e passa a girar em torno de viabilidade, rejeição e governabilidade.

Nesse contexto, a candidatura de Flávio Bolsonaro surge como um fator relevante de ruído, dado seu elevado nível de rejeição quando comparado tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto às alternativas percebidas como mais palatáveis ao eleitor de centro, como Tarcísio de Freitas.

Em uma eleição que tende a ser decidida por eleitores de centro, de classe média, especialmente no Sudeste, seguimos acreditando que duas variáveis serão fundamentais para antecipar movimentos de mercado: (i) a taxa de

rejeição dos candidatos, e (ii) a aprovação do governo atual.

Nossa estratégia para os ativos brasileiros permanece consistente com a do mês anterior. Em momentos de abertura da curva de juros, com menor precificação de cortes, seguimos trabalhando aplicados, explorando assimetrias táticas.

Em um ambiente de incerteza eleitoral, com potenciais impactos sobre a moeda, entendemos que será difícil para o mercado antecipar cortes substanciais de juros e, ao mesmo tempo, difícil para o próprio Banco Central entregá-los, dado o balanço de riscos.

Na moeda, mantemos uma atuação predominantemente tática, com viés na ponta comprada em real, sustentada pelo elevado diferencial de juros, pelo bom momento de moedas latino-americanas e pelo carrego ainda bastante atrativo.

Por fim, na bolsa, seguimos operando com um número reduzido de nomes, majoritariamente hedgeados em índice, refletindo a assimetria desfavorável imposta pelo risco eleitoral. Em cenários mais construtivos, mantemos opções compradas como forma de participar de movimentos positivos sem comprometer o perfil de risco do portfólio.

No Brasil, assim como em Guerra Civil, o conflito não é aberto, é latente. Os mercados seguem funcionando, as instituições seguem de pé, mas o prêmio exigido para atravessar o período pode aumentar à medida que a definição se aproxima.

EQUITIES: ROTAÇÃO, REGIMES E NOVOS LÍDERES

O início de 2026 trouxe aos mercados globais de ações um déjà-vu de 2025. O dólar manteve trajetória de enfraquecimento e, mais uma vez, ações fora dos Estados Unidos apresentaram desempenho superior às ações norte-americanas, refletindo a combinação de fluxo internacional, rotação regional e valuation relativo.

Dentro dos Estados Unidos, o movimento foi ainda mais revelador. Ações cíclicas e empresas de menor capitalização superaram as gigantes de tecnologia, marcando uma rotação clara de liderança dentro do mercado acionário americano.

Essa rotação encontra explicação na combinação de estímulos fiscais e monetários. A expansão fiscal associada à Big Beautiful Bill, somada aos cortes de juros promovidos pelo Federal Reserve, ocorre em um contexto em que a economia americana dá sinais de reaceleração. O resultado é clássico: investidores migram para segmentos mais sensíveis ao ciclo, que se beneficiam diretamente de políticas econômicas mais frouxas e de uma demanda em aceleração.

Nesse ambiente, o Nasdaq ficou relativamente para trás, apesar de um fluxo consistente de notícias positivas no setor de tecnologia. A TSMC anunciou planos de expansão de capacidade para atender à forte demanda estrutural por semicondutores avançados, reforçando a mensagem de que a demanda ligada à inteligência artificial é sustentável e exige investimentos contínuos. Ainda assim, no curto prazo, o mercado privilegiou ativos mais cíclicos.

Além disso, o comprometimento de capital com o ecossistema de I.A. segue elevado. Anthropic e xAI levantaram aproximadamente US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, respectivamente, em rodadas recentes, evidenciando a disposição dos investidores em financiar projetos de longo prazo, mesmo em um ambiente de maior seletividade.

A Anthropic, em particular, continuou a apresentar forte tração operacional com o lançamento do Anthropic Cowork, um assistente de produtividade corporativa, reforçando a transição da IA de infraestrutura para aplicações práticas.

O setor de memória, tema do Kinea Insights deste mês, apresentou desempenho expressivo. O aperto de oferta, combinado com a forte e crescente demanda por memória associada à inteligência artificial, sustentou a valorização de empresas como Micron, Samsung e SK Hynix, além de impulsionar os preços de DRAM.

Por outro lado, alguns segmentos foram negativamente impactados por intervenções regulatórias da administração norte-americana. Empresas de cartões de crédito e bancos sofreram com a proposta de imposição de um teto de 10% para taxas de juros, reacendendo o debate sobre controle de preços e seus efeitos colaterais sobre oferta de crédito e rentabilidade do sistema financeiro.

Em um cenário de reaceleração da economia americana e de crescimento estrutural dos gastos em defesa, aumentamos nossa exposição ao setor industrial, com a expectativa de que o ISM de manufatura volte a patamares acima de 50, sinalizando expansão do setor.

No Brasil, adotamos uma postura mais enxuta e pragmática. Simplificamos o portfólio diante do cenário eleitoral, reduzindo o número de posições e mantendo hedge tanto em ações quanto em índice. Para capturar um eventual upside assimétrico associado ao processo eleitoral, mantemos posições em opções de EWZ.

COMMODITIES — TEMPESTADE GEOPOLÍTICA E FORÇAS FUNDAMENTAIS

O mês foi dominado pela volatilidade nos mercados de commodities energéticas, em especial no petróleo, em um contexto geopolítico conturbado. Protestos intensos no Irã e disrupções pontuais, como no Cazaquistão, provocaram temores maiores de interrupções no fornecimento, elevando o prêmio de risco nos preços do petróleo mesmo em um ambiente de oferta estruturalmente ainda bastante frouxa e estoques elevados.

Apesar da volatilidade, choques transitórios não devem se sobrepor aos fundamentos. Como na Venezuela, a expectativa é que, caso algo aconteça no Irã, os EUA atuem de forma cirúrgica e com baixo risco regional, limitando a chance de um choque severo de oferta capaz de sustentar preços mais altos. Assim, mantemos posição vendida na commodity, confiando que o excesso estrutural de oferta e a produção global continuarão prevalecendo.

O mercado de gás natural americano foi afetado pela volatilidade na previsão climática, saindo de um inverno na primeira metade de janeiro extremamente ameno para a segunda metade mais fria dos últimos 30 anos. Temperaturas mais baixas do que o esperado em janeiro aumentaram a demanda por aquecimento bem como congelaram produção, pressionando os preços. Continuamos a projetar um mercado mais apertado em 2026 para a commodity e permanecemos comprados.

No segmento agrícola, mantemos visão vendida em soja, milho, açúcar, café e trigo. Condições climáticas favoráveis em importantes regiões produtoras, como Brasil, Índia e Vietnã, ajudaram a sustentar safras robustas, o que, combinado com estoques ainda elevados em grãos básicos, pressiona os preços desses produtos.

Por fim, neste mês, encerramos nossas posições em metais devido à elevada volatilidade deste mercado. Seguiremos monitorando a dinâmica de preços, que hoje opera em níveis muito acima dos custos de produção.

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CONCLUSÃO — GUERRA CIVIL SEM VILÕES

Em Capitão América: Guerra Civil, o conflito central não nasce de vilões caricatos, mas de boas intenções em choque. Liberdade versus controle. Convicção individual versus coordenação institucional. O mundo não entra em colapso, ele se fragmenta.

O início de 2026 apresenta um quadro semelhante. Não estamos diante de uma crise sistêmica, mas de um mercado dividido por regimes concorrentes. Nos Estados Unidos, estímulos fiscais e monetários convivem com intervenções pontuais e um debate crescente sobre o papel do Estado na economia. O resultado é uma rotação clara entre ativos, setores e estilos, uma verdadeira guerra civil dentro do próprio mercado.

No Brasil, a fragmentação assume contornos políticos. O cenário eleitoral reduz a visibilidade e comprime o espaço para apostas direcionais grandes. Em vez de escolher lados, optamos por simplificar, proteger e manter convexidade, preparados para capturar assimetrias sem assumir riscos binários desnecessários.

Nos mercados de ações, o embate se dá entre crescimento estrutural e ciclo econômico, entre gigantes consolidadas e setores mais sensíveis à reaceleração. Em commodities, o conflito opõe prêmios de risco geopolíticos a fundamentos de oferta e demanda, exigindo disciplina para não confundir ruído com mudança estrutural.

Como no filme, não acreditamos em soluções absolutas, nem em heróis infalíveis. A gestão, neste ambiente, exige discernimento mais do que bravura, flexibilidade mais do que dogma. Em uma guerra civil, o erro não está em escolher um lado — está em ignorar que o campo de batalha mudou.

Estamos sempre à disposição de nossos clientes e parceiros.

Kinea Investimentos

 

*Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson ganharam o Prêmio Nobel de Economia em 2024 por seus estudos que demonstram a importância de instituições para a prosperidade de um país.

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